Eles são mais de 2 milhões em todo o país. Um verdadeiro exército que em vez de fuzis, carrega batons, cremes, xampus, roupas e alimentos. As armas, apesar de simples, vêm garantindo grandes vitórias na batalha contra a crise financeira. O segmento de venda direta apresentou uma expansão de 14,1% em 2008 frente ao ano anterior, enquanto o total do varejo cresceu 9,1% no país no mesmo período.
O volume negociado em 2008 foi de R$ 18,5 bilhões, correspondente a 1,5 bilhão de itens comercializados.
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Vendas Diretas (ABEVD), Lírio Cipriani, a explicação para tamanho incremento em épocas de crise é baseada em dois fatores: o primeiro deles é que o segmento opera com produtos de valor não muito alto. Além disso, explica Cipriani, 88% deles são de cuidados pessoais, que, embora já tenham sido tachados de supérfluos, hoje são considerados de uso diário e obrigatório.
Nada de clube da Luluzinha
Até pouco tempo, o mercado de venda direta era exclusividade das mulheres. Mas essa é uma situação que vem se revertendo. Para complementar a renda, muitos homens têm entrado no ramo.
Diário Catarinense
